sábado, 29 de outubro de 2011

Welcome to Sydney!


Estou mais de um mês atrasada… na escrita, note-se! Mas isto é mesmo assim, muda-se de hemisfério, de fuso horário, de gentes, de vida no fundo, e nem sempre a inspiração chega. E a vontade de escrever também tardou.
Mas cá estou, a carregar no botão “actualizar” para que este blog comece verdadeiramente a fazer sentido.
Cheguei a este lado do mundo no dia 20 de Setembro de 2011 por volta das 20h. A última barreira para entrar na Austrália são cães a cheirar a bagagem. Se passarmos com sucesso pelos canídeos, ‘tá safo. Em casa esperava-me a primeira mixelândia de nações: Chile, Espanha (Catalunha para não ferir susceptibilidades), República Checa e Brasil. A primeira casa da Austrália será sempre a casa dos vitrais. Vitrais em quase todas as janelas, o que é comum em casas mais antigas por cá.
As primeiras palavras? Welcome to Sydney!
Quarta feira de manhã, estava pronta para ganhar o mundo. Abri um olho, olhei para o vitral e pensei: bom dia alegria! Depois só assim por curiosidade, olhei para o relógio e pensei: tá quieta Isabel e volta a dormir que são pouco mais que 5 da matina! Sim, o sol nasce cedo por cá, e nascia ainda mais cedo antes de a hora ter mudado.
Obviamente que nos primeiros dias acordei cedíssimo, não pelo jet leg, mas sim pela claridade a entrar pela janela colorida e porque o comboio passava mesmo ali ao lado. Até que me lembrei que tinha trazido a bolsinha do avião que continha uma fantástica pala para tapar os olhos… e as minhas noites começaram a ser normais! Viva a China Southern J Ah, é verdade, quem me dizia que os voos de longo curso era o máximo, duas palavras: tenham juízo!
Estar do outro lado do mundo é estranho… mas mais estranho ainda é não parecer que se está no outro lado do mundo. Os primeiros dias foram de turismo e burocracias: transportes, conta no banco, número de contribuinte, mapas e mais mapas e mapinhas, fotos especialmente panorâmicas, e deslumbre com toda a novidade. E ainda ter a sorte de contar com algumas pessoas que ajudaram e muito no encaixe das novidades.
Desde o primeiro dia cá que me sinto muito e muito confortável. É uma sensação que não dá para explicar: parece que tudo faz sentido e mesmo as coisas que neste momento ainda não estão no devido lugar, parecem destinadas a ocupá-lo.

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