terça-feira, 13 de setembro de 2011

Espécie de prefácio

Estou a ressacar com a falta de escrita e não consigo esperar até chegar ao destino da minha maré...
Por isso resolvi encetar as hostes hoje mesmo, dia em que chegou a aprovação do meu visto e em que, se não acontecer nada de catastrófico, falta uma semana para chegar a Sydney. Há o nervoso miudinho normal de quando se embarca numa aventura e se está quase à beira do desconhecido. 
Mas dentro deste modo, o estranho é a calma que sinto e a sensação de tranquilidade que me assola. Parece que tudo está no seu lugar, no lugar certo. Nunca me senti tão bem como me sinto por estes tempos. A família e os amigos enchem-me o coração, a alma e tudo mais. Tudo o que fiz e vivi últimos tempos faz-me acreditar que aproveitei ao máximo os sítios, as pessoas, os momentos. As histórias mal resolvidas simplesmente estão arrumadas e não me atormentam mais. Aquele que amei vai-se perdendo no tempo e deixando o pensamento livre. E gosto tanto de mim, daquilo que sou e daquilo em que acredito. E gosto tanto das pessoas que me rodeiam e que fazem parte de mim. 
Costumo dizer que me perco e encontro e é nisso que reside o meu prazer. A verdade é que não me importo se me voltar a perder, mas encontrar-me está a ser tão, mas tão bom... 
E é assim que vou partir, porque se deve procurar fora o que pode estar fora, mas nunca procurar fora o que está, certamente, dentro!

Voltarei quando estiver do outro lado do mundo. Até lá.